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Catástrofes no Paraná e a importância da gestão ambiental

27 de novembro de 2025
Catástrofes no Paraná e a importância da gestão ambiental

Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

Em novembro de 2025, um tornado com ventos de até 330 km/h devastou 90% da cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná. O desastre deixou mortos, centenas de feridos e milhares de desabrigados, revelando uma dura realidade sobre a vulnerabilidade do estado a eventos climáticos extremos.

A tragédia serve como um alerta urgente sobre a necessidade de discutir as mudanças climáticas e, principalmente, a importância de uma gestão ambiental correta.

Este artigo explora a conexão entre as recentes catástrofes no Paraná, as mudanças climáticas e como uma gestão de resíduos e planejamento preventivo adequados são essenciais para proteger vidas e o meio ambiente.

O que está acontecendo no Paraná?

O tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu não foi um evento isolado. Na mesma noite, outras duas cidades da região, Guarapuava e Turvo, também registraram tornados, confirmando a vulnerabilidade do Paraná, que é considerado o segundo maior corredor de tornados do mundo.

Embora serviços de meteorologia tivessem alertado sobre o risco de tempestades severas, a comunicação falhou em traduzir os dados técnicos em ações preventivas eficazes para a população. A cidade de Rio Bonito do Iguaçu, por exemplo, não possuía um plano de contingência ou uma Defesa Civil operacional para reagir ao alerta.

Especialistas apontam que a falha não foi na previsão, mas na governança preventiva. Murilo Noli da Fonseca, especialista em gestão de riscos, afirma que "temos um sistema que detecta, mas não protege. Que prevê, mas não previne". Isso nos mantém presos a um modelo reativo, focado apenas na resposta pós-desastre, que se mostra insuficiente e mais custoso.

A relação entre desastres e mudanças climáticas

As catástrofes no Paraná são um exemplo concreto de como o aquecimento global catalisa fenômenos naturais, tornando-os mais intensos e frequentes. O aumento da temperatura faz com que a atmosfera retenha mais vapor, alimentando eventos climáticos violentos.

Além disso, a intervenção humana agrava a situação. Em Rio Bonito do Iguaçu, a perda de aproximadamente 60% da cobertura de Mata Atlântica nas últimas décadas gerou desequilíbrios microclimáticos que amplificam os riscos.

O desmatamento e o uso inadequado do solo aumentam a vulnerabilidade das comunidades, mostrando que o desastre não é resultado apenas do evento extremo, mas de uma fragilidade construída ao longo do tempo.

A gestão ambiental como resposta

Eventos como os tornados no Paraná deixam um rastro de destruição que vai além dos danos imediatos. Toneladas de resíduos — como entulhos de construção, restos de móveis e vegetação destruída — são geradas, e sua gestão incorreta pode causar sérios problemas ambientais, como a contaminação do solo e da água.

Nesse cenário, a gestão ambiental correta se torna uma ferramenta indispensável. Ela envolve não apenas o gerenciamento de resíduos pós-desastre, mas também um conjunto de ações preventivas.

A importância do planejamento preventivo

Municípios pequenos, como Rio Bonito do Iguaçu, são frequentemente os mais vulneráveis por não possuírem infraestrutura, planos de emergência ou sistemas de alerta eficientes. Uma gestão ambiental adequada inclui:

  • Licenciamento ambiental rigoroso: Garantir que novos empreendimentos respeitem as leis ambientais e não aumentem a vulnerabilidade da região.
  • Monitoramento ambiental contínuo: Coletar dados sobre variáveis ambientais para prever riscos e agir antes que se tornem catástrofes.
  • Elaboração de planos de contingência: Criar protocolos claros sobre como agir antes, durante e depois de um desastre natural.
  • Educação e comunicação: Transformar alertas técnicos em ações compreensíveis para a população, capacitando a comunidade a se proteger.

O caminho a seguir

As tragédias no Paraná não podem ser vistas como fatalidades. Elas são um chamado à ação. É fundamental que a política de prevenção deixe de ser tratada como uma despesa e passe a ser reconhecida como uma política de Estado, essencial para a segurança de todos.

Investir em gestão ambiental, monitoramento e planejamento preventivo é a única forma de construir comunidades mais resilientes e preparadas para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas.

Empresas de consultoria ambiental, como a EBL Ambiental, desempenham um papel importante ao auxiliar empresas e governos a implementar soluções inteligentes e sustentáveis, garantindo o cumprimento da legislação e promovendo o desenvolvimento que respeita o meio ambiente.

O futuro depende das ações que tomamos hoje. Proteger nosso planeta e nossas comunidades é uma responsabilidade compartilhada.

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